domingo, 13 de março de 2011

DBride

Dos mesmos criadores de Holy Avenger, DBride conta a história do guerreiro errante Koi. Tudo começa, quando este, desavisado, invade os limites da aldeia de Aqvarivm e desperta a ira de seu governante, Betta, mas acaba salvo e hospedado na aldeia, na casa de Dafnia, noiva do regente. Aos poucos, Koi vai conhecendo mais da cultura local e de seus habitantes e descobre que (como sempre) nem tudo é o que parece.
 Ainda que a história possua muitas características de Holy Avenger, esta não me cativou logo de cara e talvez não tivesse eu comprado o álbum com a história completa, não teria continuado a ler mesmo após 2 ou 3 capítulos. Mas, eu continuei e as poucos me senti bastante envolvido e interessado pela história.
Talvez os primeiros personagens apresentados não tenham me chamado muita atenção. Koi não fala, Coridora (a "fada" que o segue) é chatinha, Betta me lembrou um outro regente visto em Arton e Dafnia é mimada demais. No decorrer da história, minha linha de pensamento mudou e, após sabermos um pouco mais de cada personagem, nem todas as primeiras impressões ficaram; além, de sermos apresentados a personagens finalmente capazes de nos ganhar à primeira vista.
Adoro o trabalho da Awano, mas ainda que os cenários estejam bem mais detalhados do que em Holy, os personagens estão mais próximos de seu traço das últimas edições de HA do que das primeiras (quando, do meu ponto de vista, os desenhos estavam bem mais legais e a Niele tinha realmente curvas). Talvez aqui, sabendo da dificuldade que é manter um traço mais detalhista em séries maiores, com prazos apertados, ela tenha decidido fazer desenhos "apenas" ótimos, mas mantê-los, em vez de começar impecável e depois decair para excelente e ótimo. :D
Gosto bastante dos roteiros do Cassaro e, ainda que o desenvolvimento inicial tenha sido mais lento que o de HA (acredito que não ter a preocupação com a vendagem da publicação, já que "indiferente" da popularidade de DBride, a Dragon Salyer, onde a série foi originalmente publicada, já se vendia por si só, tenha contado pontos nessa decisão. Se a série tivesse uma revista própria talvez ele procurasse outro caminho para ganhar os leitores logo de cara, mas não sei, só estou chutando), nos entrega uma história bem interessante, com personagens legais. Gosto como ele procura contar as histórias e motivações dos personagens, aos poucos e na hora certa.
Quanto a capa, achei bem bonita, mas senti falta de um logotipo mais chamativo e achei que poderiam ter posto mais páginas com esboços e até entrevista com os autores. O álbum tem 256 páginas em preto e branco e está custando R$ 46,90.



sexta-feira, 11 de março de 2011

Paredão BBB

Espero que desta vez, Mau Mau saia e fique por aqui, do lado de fora mesmo. E pelo que as enquetes de popularidade da internet apontam deve ser ele mesmo. Mas é claro, torcida maior não necessariamente quer dizer um número maior de votos, pois nem todas as torcidas são tão organizadas e dispõem de bastante tempo para votar.
Vamos ver se as torcidas da Diana e do Wesley se unem para tirar o Mau Mau, já que na atual configuração da casa, Diana e Wesley parecem estar no grupo de oposição à Mau Mau, Rodrigão, Jaqueline e Paula. Ainda que Wesley se dê bem com Maurício, ele já deve ter percebido que a amizade de infância entre eles só durou enquanto o primeiro era líder.
Torço agora para que Maria fique mais atenta e perceba que não tem porque proteger Jaqueline já que esta já demonstrou inúmeras vezes de que lado realmente está sua lealdade. Maria mariou ao votar em Diana. E se concretizando o resultado que espero para este paredão, quero ver o que a Jaqueline vai fazer ao ver que quem acreditava ser o mais forte da casa foi eliminado num paredão com seus 2 desafetos na casa. Não duvido nada se ela tentar mudar de lado.
Não gostei do discurso da Diana no confessionário pedindo para ficar. Ela quase falou que já estava satisfeita e que podia sair. Entendo que ela esteja insegura por saber que não é o tipo que agrada a todos, mas tem que ser confiante e tem que pedir voto sim, não pode entrar no confessionário com discurso de que ficou contente por ter "durado" tanto tempo.
E incrível como o Maurício é hipócrita. Custa falar que não quer sair porque quer ganhar o prêmio? Não, ele está lá porque a "missão" dele ainda não está cumprida e porque ele se sente bem lá. Aham, Claúdia, senta lá.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Vídeo Promocional de "Sexy" - 15° episódio da 2ª Temporada de Glee


O episódio vai ao ar nos EUA dia 8 de março.

For colored girls

 For colored girls é um filme de 2010 baseado numa série de poemas sobre dramas e dificuldades pelos quais mulheres negras podem passar e que já renderam versões também para teatro. Conta-se, portanto, paralelamente a história de várias mulheres negras, sem uma protagonista facilmente destacável. Este tipo de estrutura, como muitos já devem ter notado não costuma possibilitar um desenvolvimento satisfatório para todos personagens e não acho que aqui haja uma excessão, apesar das mais de duas horas de filme. Todas as personagens femininas do filme passam por situações bastante pesadas, portanto, não espere por um feel good movie e nem por um final que lhes traga algum consolo de verdade.

Ainda que no filme todas as mulheres (e se não estou enganado, todo o elenco) sejam negras, acredito que para passar por qualquer uma daquelas situações basta ser mulher, afinal não precisa ser negra para estar suscetível à estupro, violência doméstica e relacionamentos falidos ou qualquer outro drama apresentado no filme.

O elenco conta com atrizes conhecidas como Whoopi Goldberg (esta você sabe quem é), Thandie Newton (À procura da fecidade), Anika Noni Rose (Dreamgirls), Janet Jackson (irmã de você-sabe-quem), Loretta Devine (Everybody hates Chris), Kerry Washington (Quarteto fantástico), entre outras.  Talvez logo de cara você não lembre muito de quase nenhuma, mas não acho que eu esteja enganado em dizer que isso se dá pela falta de personagens interessantes femininos, especialmente os interpretados por mulheres negras.

Algumas personagens chamaram um pouco mais a minha atenção talvez por terem seus dramas mais bem explorados e aqui me permito fazer alguns spoilers. Achei, por exemplo, a trama da mulher estuprada bastante útil, pois se não estou enganado as estatísticas apontam que a maioria dos estupros é cometido por familiares ou conhecidos da vítima. Ao fazer a denúncia, a personagem ainda é submetida a um interrogatório para saber se ela não "procurou" por aquela situação já que o crime aconteceu na casa dela e foi praticado por alguém que fora convidado por ela para estar lá, o que, ao menos para o policial, deve significar que ela possui uma parcela da culpa. E uma frase da vítima resume tudo o que o policial do filme e muita gente por aí deveria saber: "Um estuprador não precisa ser um estranho para ser um legítimo estuprador".

Há uma outra personagem, interpretada por Tandie Newton, e que participa das duas ou três únicas cenas com algum humor do filme, que possui vários parceiros sexuais sem nunca se envolver realmente com nenhum. E ela fala sobre a hipocrisia da sociedade que aceita que um homem possa se comportar assim, mas não uma mulher. Ainda que esse comportamento dela seja resultado de um trauma, o filme faz questão de mostrar em mais de uma passagem que ela é sim uma mulher com valores.

Enfim, há algumas ótimas mensagens para o público no filme; no entanto, se por um lado, ele procura fazer uma abordagem bastante realista de vários dramas femininos, acredito que peque ao mencionar outros "grupos menos beneficiados" da sociedade. Noto isso, por exemplo, quando os dois casos de DSTs do filme são atribuídos a relacionamentos com homossexuais/bissexuais.

Outro problema, ao menos do meu ponto de vista, é que as vezes as personagens parecem recitar os versos dos poemas que serviram como base para a criação do filme no meio de suas falas. Se por um lado é  "diferente"; por outro, ajuda a diminuir o ritmo da produção.

Levando-se em conta que apesar de o filme ter tido um trabalho de marketing aparentemente forte (deduzo isso da quantidade de cartazes feitos para o filme, daqueles com um para cada personagem), este (ainda?) não veio para nossos cinemas, posso imaginar que ou o filme não teve a repercussão que se esperava ou nossas distribuidoras o preteriram em favor de filmes mais em evidência (como aqueles que concorreram o Oscar). Não fosse o fato de este ano o dia 8 de março ser bem no meio do carnaval, eu acho que seria uma opção interessante lançá-lo na semana do dia internacional das mulheres, lembrando às pessoas que ainda falta muito para que mulheres (negras ou não) possam viver em condições igualitárias na sociedade.