Dos mesmos criadores de Holy Avenger, DBride conta a história do guerreiro errante Koi. Tudo começa, quando este, desavisado, invade os limites da aldeia de Aqvarivm e desperta a ira de seu governante, Betta, mas acaba salvo e hospedado na aldeia, na casa de Dafnia, noiva do regente. Aos poucos, Koi vai conhecendo mais da cultura local e de seus habitantes e descobre que (como sempre) nem tudo é o que parece.
Ainda que a história possua muitas características de Holy Avenger, esta não me cativou logo de cara e talvez não tivesse eu comprado o álbum com a história completa, não teria continuado a ler mesmo após 2 ou 3 capítulos. Mas, eu continuei e as poucos me senti bastante envolvido e interessado pela história.
Talvez os primeiros personagens apresentados não tenham me chamado muita atenção. Koi não fala, Coridora (a "fada" que o segue) é chatinha, Betta me lembrou um outro regente visto em Arton e Dafnia é mimada demais. No decorrer da história, minha linha de pensamento mudou e, após sabermos um pouco mais de cada personagem, nem todas as primeiras impressões ficaram; além, de sermos apresentados a personagens finalmente capazes de nos ganhar à primeira vista. Adoro o trabalho da Awano, mas ainda que os cenários estejam bem mais detalhados do que em Holy, os personagens estão mais próximos de seu traço das últimas edições de HA do que das primeiras (quando, do meu ponto de vista, os desenhos estavam bem mais legais e a Niele tinha realmente curvas). Talvez aqui, sabendo da dificuldade que é manter um traço mais detalhista em séries maiores, com prazos apertados, ela tenha decidido fazer desenhos "apenas" ótimos, mas mantê-los, em vez de começar impecável e depois decair para excelente e ótimo. :D
Gosto bastante dos roteiros do Cassaro e, ainda que o desenvolvimento inicial tenha sido mais lento que o de HA (acredito que não ter a preocupação com a vendagem da publicação, já que "indiferente" da popularidade de DBride, a Dragon Salyer, onde a série foi originalmente publicada, já se vendia por si só, tenha contado pontos nessa decisão. Se a série tivesse uma revista própria talvez ele procurasse outro caminho para ganhar os leitores logo de cara, mas não sei, só estou chutando), nos entrega uma história bem interessante, com personagens legais. Gosto como ele procura contar as histórias e motivações dos personagens, aos poucos e na hora certa.
Quanto a capa, achei bem bonita, mas senti falta de um logotipo mais chamativo e achei que poderiam ter posto mais páginas com esboços e até entrevista com os autores. O álbum tem 256 páginas em preto e branco e está custando R$ 46,90.

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